O Influenciador Magalu é o programa de afiliados do Magazine Luiza que transforma recomendação em comissão: você monta uma loja com curadoria de produtos, divulga para sua audiência e recebe uma porcentagem por cada venda concluída.

Quem tem seguidores que pedem link de compra sabe que a pergunta “onde você comprou?” aparece com frequência. Só que a maioria não entende como transformar essa atenção em renda sem virar revendedor de estoque.

A confusão começa na diferença entre o programa e a persona virtual Lu, e termina na matemática das categorias que realmente pagam. Existe um caminho sem investimento inicial, mas ele exige método de curadoria e rastreio — não apenas um link jogado no stories.

  • O Influenciador Magalu é o programa de afiliados do Magazine Luiza que permite criar uma loja virtual com curadoria de produtos e receber comissão por venda concluída, sem estoque ou investimento inicial.
  • A participação exige audiência, constância de conteúdo e capacidade de recomendação confiável; não é necessário ter muitos seguidores, mas é preciso ter um público engajado e um nicho definido.
  • A comissão varia por categoria, com faixas típicas de 1% a 6% para eletrônicos e de 8% a 20% para moda, beleza e itens de recompra frequente.
  • O rastreio da venda pode ocorrer por link de indicação, cupom de desconto ou loja identificada, com janela de atribuição que pode ir de 24 horas a 30 dias, influenciando a estratégia de conteúdo.
  • O prazo de pagamento e as regras de devolução são fatores críticos que afetam o fluxo de caixa; formalização e impostos sobre a comissão fazem parte da operação real.

O mecanismo que a maioria não enxerga no programa de afiliados do Magalu

Quem enxerga o Influenciador Magalu como um simples link de afiliado ignora a estrutura inteira que sustenta o modelo. Existe um sistema de curadoria, rastreio, atribuição e pagamento que define se a recomendação vira renda ou apenas barulho.

O programa existe para resolver um problema antigo do varejo: transformar a confiança que um criador tem com sua audiência em venda mensurável. Não é sobre ter muitos seguidores, é sobre ser a ponte confiável entre um produto e uma necessidade específica.

Antes de se cadastrar, defina um nicho que você já recomenda com naturalidade. Curadoria sem repertório vira vitrine genérica e não converte.

O que é o Influenciador Magalu e por que ele não é apenas um link de afiliado

Celular sobre mesa clara exibindo vitrine de produtos de loja de influenciador, com itens ao redor
Representação visual de uma vitrine digital com produtos curados e um celular mostrando a loja de influenciador Magalu.

O Influenciador Magalu é o programa de afiliados do Magazine Luiza que transforma criadores de conteúdo em editores de uma loja virtual própria. Diferente do link solto de afiliado, o participante monta uma vitrine com produtos que ele mesmo seleciona e recomenda à sua audiência.

Na minha leitura, o ponto central do programa não é a comissão mais alta, mas a capacidade de manter uma vitrine coerente com o que a audiência já espera de você.

O modelo se apoia na lógica de curadoria: o influenciador escolhe itens que fazem sentido para o seu nicho, cria conteúdo ao redor dessas escolhas e recebe uma comissão por cada venda concluída. Não há estoque próprio, não há risco de mercadoria encalhada e não há investimento inicial em produto.

A loja curada: a vitrine pessoal que substitui o estoque próprio

Pessoa em frente a um painel digital organizando produtos em uma vitrine virtual
Representação visual de um influenciador Magalu selecionando itens para compor sua vitrine virtual.

Uma loja curada é uma página personalizada dentro do ecossistema do Magazine Luiza, onde o influenciador exibe os produtos que escolheu recomendar. Ela funciona como uma vitrine digital que substitui a necessidade de ter estoque físico.

Essa curadoria não é aleatória: o criador define um recorte temático, testa itens e organiza a loja como um editor organiza uma revista. Cada produto exposto ali carrega uma intenção de recomendação, não apenas um link de prateleira.

Programa de afiliados, social commerce e venda por recomendação: onde cada termo se encaixa

Diagrama com três círculos interligados por linhas, representando afiliado, social commerce e recomendação
Ilustração conceitual que relaciona afiliado, social commerce e recomendação, eixos centrais do influenciador Magalu.

O programa de afiliados é a estrutura operacional que paga comissão por venda rastreada. O social commerce é o contexto maior: vender dentro de plataformas sociais, onde o conteúdo e a oferta se misturam. A venda por recomendação é a prática humana que existe desde o boca a boca e ganhou escala digital.

O Influenciador Magalu une esses três conceitos: usa a mecânica de afiliados para operacionalizar a recomendação que acontece naturalmente nas redes sociais, dentro de um ecossistema de marketplace que resolve logística e pagamento.

Influenciador Magalu e Lu do Magalu: duas histórias diferentes dentro da mesma marca

O Influenciador Magalu é um programa voltado para criadores reais, com CPF ou CNPJ, que recomendam produtos em troca de comissão. A Lu do Magalu é uma persona virtual, uma personagem digital criada pela marca para representar o varejista e se comunicar com o público.

Confundir os dois é um erro comum porque ambos usam o termo “influenciador”. Enquanto a Lu é uma criação da empresa, o influenciador do programa é uma pessoa física que decide participar e ganhar dinheiro com recomendação.

Como uma vendedora virtual do site virou influenciadora com milhões de seguidores

A Lu nasceu como uma assistente virtual de vendas no site do Magazine Luiza, ajudando clientes a navegar pelo catálogo. Com o tempo, a empresa transformou essa vendedora em uma persona com personalidade, presença nas redes sociais e até opiniões sobre cultura e comportamento.

Essa evolução levou a Lu a se tornar um dos maiores cases de influência virtual de marca no mundo, com milhões de seguidores no Instagram e no TikTok, e reconhecimento internacional na categoria de talentos e influenciadores.

O que a persona virtual ensina sobre o teto de audiência do programa de criadores

A trajetória da Lu mostra o potencial máximo de uma audiência construída dentro do ecossistema Magalu. Para o influenciador comum, isso serve como referência de teto: a marca já provou que conteúdo e venda convivem no mesmo espaço.

Mas a Lu não compete com os afiliados reais. Ela representa a marca e vende o catálogo inteiro; o influenciador do programa vende uma curadoria pessoal, com a confiança que só uma pessoa real consegue transmitir para um nicho específico.

Como funciona na prática: do cadastro aprovado até a comissão cair na conta

O primeiro passo é fazer o cadastro no programa de afiliados do Magalu, informando dados pessoais e, se necessário, dados de uma empresa caso você tenha CNPJ. Depois, o perfil passa por uma análise que verifica se você tem presença digital e potencial de recomendação.

Uma vez aprovado, você acessa o painel de afiliado, monta sua loja curada, escolhe produtos e começa a divulgar links ou cupons. A cada venda concluída e confirmada, a comissão é registrada e liberada conforme o prazo definido em contrato.

Link de indicação, cupom de desconto e loja identificada: três formas de rastrear a venda

A venda pode ser rastreada por três caminhos: um link de afiliado com parâmetro de identificação, um cupom de desconto exclusivo ou a própria loja curada, que já carrega sua identificação. Todos servem para atribuir a venda ao influenciador correto.

O link é o mais usado em conteúdo estático, como posts e descrições. O cupom funciona bem em vídeos e lives, onde o criador fala o código em voz alta. A loja identificada é ideal para quem quer direcionar a audiência para uma experiência de compra completa.

O que o painel de afiliado mostra sobre cliques, conversão e comissão

O painel de afiliado reúne métricas de desempenho: quantas pessoas clicaram nos seus links, quantas concluíram compra, qual o valor total gerado e quanto você tem a receber. Esses dados permitem ajustar a estratégia de conteúdo e de curadoria.

Um painel bem interpretado diferencia o amador do profissional. Você consegue ver qual produto converte mais, qual formato de conteúdo gera mais cliques e qual horário de publicação funciona melhor para o seu público.

Janela de atribuição e prazo de pagamento: quando o dinheiro realmente é liberado

A janela de atribuição é o período em que uma venda ainda é ligada a você após o clique. Em programas de afiliados, ela costuma variar de 24 horas a 30 dias. Se o cliente comprar dentro dessa janela, você recebe a comissão; se demorar mais, a venda pode ser atribuída a outro canal ou não gerar comissão.

O prazo de pagamento é outro ponto crítico: a comissão só é liberada após a confirmação da venda e do período de devolução. Isso significa que o dinheiro de hoje pode chegar à sua conta semanas depois, o que exige planejamento de fluxo de caixa.

Quem pode participar e o que o programa exige de verdade

Qualquer pessoa maior de idade pode se cadastrar no programa, desde que tenha uma presença digital ativa e aceite as regras do contrato de afiliado. Não é preciso ter milhões de seguidores, mas é necessário ter um público minimamente engajado e disposto a confiar nas suas recomendações.

O programa exige constância de conteúdo e transparência na divulgação. A marca disponibiliza materiais e orientações, mas o resultado depende do trabalho do criador em construir repertório e autoridade no nicho escolhido.

Preciso ter muitos seguidores? E preciso ter CNPJ para participar?

Muitos seguidores não são obrigatórios. Um perfil com mil seguidores engajados pode vender mais do que um perfil com cem mil seguidores que não interagem. O que importa é a taxa de conversão do seu conteúdo, não o número bruto.

Quanto à formalização, é possível participar com CPF, mas o recebimento de comissões pode gerar implicações fiscais. Ter um CNPJ de Microempreendedor Individual (MEI) ou empresa simplificada facilita a emissão de notas e o recolhimento de impostos, além de transmitir mais profissionalismo para marcas e plataformas.

Existe algum custo para entrar e manter a loja no ar?

Não há custo de adesão ou mensalidade para participar do programa de afiliados do Magalu. O modelo é baseado em comissão: você só ganha quando vende, e a empresa ganha junto. O investimento necessário é em tempo, produção de conteúdo e, eventualmente, tráfego pago para impulsionar as ofertas.

Quanto ganha um influenciador Magalu: a matemática por trás da comissão

O ganho depende de três variáveis: percentual de comissão da categoria, ticket médio dos produtos e volume de vendas concluídas. Não existe um valor fixo; você pode ganhar de alguns reais por venda em eletrônicos a dezenas de reais em categorias de maior margem.

Acho que o erro mais comum nesse cálculo é olhar só o percentual, ignorando o volume que cada audiência consegue gerar.

Para gerar uma renda relevante, é preciso entender essa combinação: um celular caro com comissão de 2% pode render mais em reais do que um acessório barato com comissão de 15%, desde que o volume de vendas do acessório seja alto o suficiente.

Por que eletrônico e eletroportátil pagam pouco e beleza paga mais

As margens do varejo são diferentes por categoria. Eletrônicos e eletroportáteis têm ticket alto, mas margem de lucro apertada; por isso, o percentual de comissão fica na faixa de 1% a 6%. Já moda, beleza e itens de recompra frequente têm margens maiores, o que permite comissões de 8% a 20%.

Isso não significa que beleza é sempre melhor. Um influenciador de tecnologia pode faturar mais vendendo um notebook de alto valor com comissão baixa do que um influenciador de beleza vendendo batons, se o primeiro tiver audiência qualificada e o segundo não.

Volume x percentual: a escolha que define sua estratégia de categoria

A decisão estratégica é entre apostar em alto volume de vendas com ticket baixo e comissão alta, ou em baixo volume com ticket alto e comissão baixa. Cada uma exige um tipo de conteúdo e de audiência diferente.

Quem trabalha com beleza tende a produzir muitos vídeos curtos e lives, gerando compras por impulso. Quem trabalha com eletrônicos investe em reviews detalhados e comparativos, que convertem menos, mas com ticket maior. Não há resposta única: o ideal é testar e medir no painel.

Onde o influenciador divulga: feed, vídeo curto, live e grupos de mensagem

O influenciador pode divulgar seus links e cupons em qualquer canal onde tenha audiência: feed do Instagram, vídeos curtos no TikTok, transmissões ao vivo, grupos de WhatsApp e listas de transmissão. Cada formato tem um comportamento de consumo diferente.

Feed estático funciona para ofertas que ficam disponíveis por mais tempo. Vídeo curto gera descoberta e alcance rápido. Live cria urgência e responde objeção na hora. Grupos de mensagem funcionam para audiência já aquecida e fidelizada.

Por que lives de 40 a 90 minutos concentram os picos de venda

Lives de venda com duração entre 40 e 90 minutos tendem a concentrar picos de conversão porque criam uma atmosfera de urgência e interação em tempo real. O apresentador responde dúvidas, mostra o produto em uso e incentiva a compra imediata com cupons válidos durante a transmissão.

Esse formato aproveita o gatilho da escassez e da prova social: ver outras pessoas comprando e comentando aumenta a confiança. Além disso, o algoritmo das plataformas costuma priorizar lives ativas, ampliando o alcance para além da audiência já existente.

Divulgar em grupo de WhatsApp e lista de transmissão é permitido?

Sim, é permitido divulgar links e cupons em grupos de WhatsApp e listas de transmissão, desde que você tenha uma audiência que aceitou receber esse conteúdo. O programa não proíbe esse canal; pelo contrário, a recomendação por mensagem privada tem se mostrado uma das formas mais eficientes de venda por confiança.

O cuidado é com o spam: enviar ofertas para grupos onde você não tem autoridade ou sem contexto pode queimar sua reputação e gerar bloqueios. A recomendação em grupos funciona quando há relação prévia e curadoria relevante.

O que acontece quando a venda é cancelada, devolvida ou não é rastreada

Se a venda for cancelada ou o produto devolvido dentro do prazo legal, a comissão correspondente é estornada do seu saldo. Isso é padrão em programas de afiliados: você só recebe por venda efetivamente concluída e mantida.

Quando a venda não é rastreada, o problema costuma ser técnico: o cliente pode ter clicado em outro link, limpado os cookies, usado um bloqueador ou comprado por outro dispositivo. Para minimizar isso, é importante orientar a audiência a usar seu link ou cupom diretamente e evitar abrir múltiplas abas antes da compra.

Eu já vi muito afiliado iniciante achar que o problema era o percentual baixo, quando na verdade era a falta de repertório para sustentar a recomendação. O programa muda o jogo porque devolve ao criador a responsabilidade de editar o que vende — e é aí que a maioria se perde.

Nos últimos meses, tenho observado uma transformação clara: o influenciador que só colava link em bio sumiu da conversa. Quem cresce é o criador que apresenta uma loja com critério, fala do produto como quem já usou e entende que a venda é consequência da confiança acumulada. Isso é mais difícil de copiar do que um link.

O que vem a seguir é o aprofundamento que falta em quase todo conteúdo sobre o tema: a migração do blogueiro para o vídeo curto, a curadoria como especialidade, os bastidores do varejo e a matemática real de quem tenta viver disso.

Do blogueiro ao criador de vídeo curto: a migração que mudou o perfil do afiliado

O afiliado de link tradicional nasceu com os blogs de resenha e cupons. Hoje, o perfil dominante é o criador de vídeo curto, que condensa a recomendação em poucos segundos e usa o alcance das plataformas para gerar clique imediato.

Essa migração mudou a natureza da oferta: em vez de um artigo longo que converte por busca orgânica, o vídeo curto precisa capturar atenção em segundos e direcionar para o link na bio ou para a loja curada. A mecânica de rastreio continua a mesma, mas a janela de atenção é muito menor.

Conteúdo social first: por que a oferta precisa nascer dentro do formato da plataforma

Conteúdo social first significa pensar primeiro no formato e na linguagem da plataforma onde a audiência está, e depois adaptar a oferta. Um vídeo para o TikTok não pode ser um anúncio de TV recortado; precisa parecer nativo, com ritmo, legenda e gancho adequados.

Quando a oferta nasce dentro do formato, a taxa de conversão melhora porque o usuário não sente que está sendo interrompido por um anúncio. Ele está consumindo conteúdo que, naturalmente, leva a uma recomendação de produto.

Conteúdo de intenção x conteúdo de entretenimento: quem converte mais rápido

Conteúdo de intenção é aquele que responde a uma necessidade imediata: review, comparativo, oferta do dia, solução de problema. Conteúdo de entretenimento é o que gera conexão e alcance, mas não necessariamente intenção de compra.

Para o afiliado, o conteúdo de intenção converte mais rápido porque encontra o usuário no momento em que ele já está decidido ou quase decidido. O entretenimento constrói audiência e autoridade ao longo do tempo, mas exige paciência para transformar seguidor em comprador. A combinação dos dois é o ideal.

Curadoria como prova de especialidade: o influenciador virou editor da própria vitrine

Quem monta uma loja curada com critério está dizendo à audiência: “eu entendo deste assunto, e estes são os produtos que eu aprovo”. Isso é mais forte do que qualquer selo de afiliado, porque transforma recomendação em autoridade.

O influenciador deixa de ser apenas um canal de distribuição de ofertas e passa a ser um editor, com linha editorial própria. Essa mudança de papel é o que separa o afiliado amador do profissional que consegue vender de forma consistente.

Como escolher um nicho de curadoria em vez de vender de tudo um pouco

Vender de tudo um pouco dilui sua autoridade e confunde a audiência. O nicho de curadoria é a interseção entre o que você entende, o que você usa de verdade e o que seu público pergunta ou precisa.

Teste com três perguntas: você consegue falar sobre esse assunto por meses sem repetir? As pessoas já pedem recomendação sua nesse tema? Existe oferta relevante dentro do catálogo do Magalu para esse nicho? Se as três respostas forem sim, você encontrou seu recorte.

IA na produção de conteúdo: menos custo de criação, mais disputa por atenção

Mas essa facilidade também aumentou a concorrência por atenção: se todo mundo usa IA, o conteúdo genérico se multiplica. O diferencial passa a ser a voz autêntica, a experiência real com o produto e a capacidade de edição que a IA ainda não substitui.

O que automatizar sem perder a voz que faz sua audiência confiar em você

Você pode automatizar a parte operacional: cortes de vídeo, legendas, transcrição, geração de descrições de produto e até sugestões de roteiro. O que não deve ser automatizado é a recomendação pessoal, a opinião sobre o produto e a interação com a audiência.

O caminho é usar a IA como assistente de produção, não como substituta da sua presença. Se o conteúdo parecer robótico, a confiança que sustenta a venda por recomendação se perde.

Quanto ganha quem vive disso: cenário realista de renda no primeiro ano

No primeiro ano, a maioria dos afiliados não ganha o suficiente para viver exclusivamente do programa. A renda inicial costuma ser irregular, dependendo da maturidade da audiência, da consistência de publicação e do aprendizado sobre curadoria e conversão.

Quem trata o programa como operação — com planejamento de conteúdo, análise de painel e teste de categorias — tende a evoluir mais rápido. Mas é preciso ter outra fonte de renda ou uma reserva para atravessar os primeiros meses, até o volume de vendas se estabilizar.

Formalização, impostos e fluxo de caixa de quem recebe comissão

Receber comissão como pessoa física pode gerar imposto de renda sobre os valores, com alíquotas progressivas. Formalizar-se como MEI ou empresa simplificada permite emitir notas fiscais e pagar tributos em bases mais previsíveis, além de facilitar contratos com plataformas.

Acho que formalizar cedo evita retrabalho e multas, mas não deve paralisar o início.

O fluxo de caixa é outro ponto decisivo: como o pagamento só é liberado após a confirmação da venda e o período de devolução, você pode ter um mês de muitas vendas e receber o dinheiro apenas no mês seguinte. Manter uma reserva para cobrir despesas é fundamental.

Por que o prazo de pagamento pesa mais para quem está começando

Para quem está começando, o prazo de pagamento longo cria um descompasso entre esforço e recompensa. Você trabalha hoje, a venda acontece em alguns dias, mas o dinheiro só cai semanas depois. Isso pode gerar ansiedade e levar a decisões erradas, como forçar ofertas ruins para tentar acelerar o resultado.

A saída é encarar o programa como uma construção de médio prazo, não como uma fonte de renda imediata. Planeje o conteúdo com antecedência e não dependa das comissões para pagar contas urgentes.

Erros que fazem o afiliado iniciante desistir nos primeiros meses

Os erros mais comuns não são falta de audiência, mas falta de método: divulgar link sem contexto, escolher categoria sem volume, não acompanhar o painel e não ter paciência para o ciclo de aprendizado.

Quem desiste cedo geralmente subestima o trabalho de curadoria e superestima a facilidade de converter seguidor em comprador. O programa é uma ferramenta; o resultado depende da execução.

Divulgar link sem contexto: o atalho que queima a confiança da audiência

Jogar um link no stories ou no grupo com um “olha que legal” não é recomendação, é spam. A audiência percebe a falta de contexto e passa a ignorar suas ofertas, ou pior, deixa de confiar no seu gosto.

Cada link divulgado precisa vir acompanhado de uma história, uma demonstração ou uma razão clara de por que aquele produto é relevante para o seu público. Sem isso, a conversão despenca.

Escolher categoria de comissão baixa sem volume para compensar

Optar por eletrônicos por causa do ticket alto, sem ter audiência qualificada ou frequência de publicação, é uma armadilha. A comissão baixa exige volume de vendas que talvez você não consiga gerar no início.

Melhor começar por uma categoria que você conhece e que tem comissão razoável, mesmo com ticket menor, para aprender o mecanismo e depois expandir. O volume é mais fácil de alcançar quando há autoridade.

Antes do link: como o varejo brasileiro sempre vendeu por confiança

O modelo de afiliados não é invenção da internet. Antes do link, o varejo brasileiro já usava a confiança de intermediários: a revendedora de catálogo, a sacoleira, o correspondente de loja de bairro. Todos vendiam por recomendação pessoal, sem estoque próprio ou com estoque consignado.

O programa de afiliados digital é a evolução natural desse modelo, com a vantagem de o rastreio ser automático e a logística ficar por conta do varejista. O influenciador vira a nova versão da vendedora de confiança, só que com alcance ampliado.

Do catálogo consignado e da sacoleira à vitrine digital sem estoque

A sacoleira levava as peças na bolsa para a cliente experimentar em casa. O catálogo consignado permitia à revendedora mostrar produtos sem comprar antecipadamente. Eram vendas por confiança, baseadas em relacionamento e experimentação.

A vitrine digital sem estoque funciona com a mesma lógica: o influenciador mostra o produto em vídeo ou foto, a cliente compra direto no marketplace e a comissão é creditada automaticamente. A diferença é a escala e a precisão do rastreio.

Cashback e milhagem: a lógica de recompensa que preparou o terreno da comissão

Programas de cashback e milhagem acostumaram o consumidor brasileiro a receber algo em troca por indicar ou usar um serviço. Essa lógica de recompensa criou um terreno fértil para a comissão por indicação no varejo digital.

O afiliado não recebe cashback sobre as próprias compras, mas uma porcentagem sobre as vendas que gera para terceiros. É uma evolução do mesmo princípio: quem indica, ganha.

O futuro do modelo: criador-loja, recomendação por grupo e vitrine temática

A tendência é o criador se consolidar como uma loja em si, não como um canal de links. A curadoria por nicho, a recomendação em grupos privados e as vitrines temáticas ligadas a datas e assuntos em alta devem dominar o social commerce nos próximos anos.

Isso exige do influenciador uma postura de editor: planejar linha editorial, conhecer o catálogo, testar produtos e manter a confiança da audiência. O programa de afiliados vira a infraestrutura, mas o valor está na curadoria.

O que muda para quem constrói audiência e depende de regras que a marca pode alterar

Construir audiência dentro de um programa de afiliados significa aceitar que as regras podem mudar: percentuais, janela de atribuição, produtos elegíveis e políticas de divulgação. A marca pode ajustar o programa a qualquer momento, e o influenciador precisa se adaptar.

A proteção contra isso é diversificar: não depender exclusivamente de um programa, construir uma audiência que confia em você independentemente da oferta e manter uma lista de contatos própria, fora das plataformas. Quem tem audiência própria tem poder de negociação e de migração.

O essencial para começar sem queimar o próprio nome

O Essencial em 3 Passos

  • 01A Escolha Certa: Defina um nicho de curadoria onde você já tem repertório e onde seu público pede recomendação. Não tente vender de tudo; escolha uma categoria com a qual você tenha familiaridade real e que gere perguntas frequentes na sua audiência.
  • 02Ponto de Atenção: A comissão só é liberada após a confirmação da venda e o período de devolução. Planeje seu fluxo de caixa considerando esse atraso; quem depende do dinheiro rápido tende a fazer escolhas ruins de conteúdo e desistir cedo.
  • 03Na Prática: Hoje mesmo, liste cinco produtos que você usa e recomendaria com naturalidade dentro do seu nicho. Verifique se eles estão no catálogo do Magalu e comece a montar sua loja curada com esses itens, antes de pensar em divulgar link.

A decisão de entrar no Influenciador Magalu não é sobre ter muitos seguidores, mas sobre ter um público que confia nas suas recomendações. Se a audiência pergunta onde você comprou, o mecanismo existe para transformar essa pergunta em renda.

Comece pelo nicho que você domina, monte uma loja curada com critério, e teste os formatos de conteúdo que melhor conversam com seu público. Use o painel para ajustar a curadoria e o calendário de publicações.

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Olá, sou Silvia Rehn, editora-chefe no Inteligência Setorial, CEO e fundadora da Editora Jabuticabytes. Minha atuação como estrategista de SEO e Digital Publishing une uma base acadêmica forte — com formação em Marketing pela ESPM e pós-graduação em Negócios pela PUC — à prática de quem lidera o mercado digital diariamente.Aqui no Ação Inovadora, meu papel é comandar a vertical de Marketing, Growth e Infraestrutura Web. Eu traduzo inteligência de negócios em ecossistemas de conteúdo de alta performance, usando o poder do tráfego orgânico, tráfego pago e SEO técnico para construir marcas altamente respeitadas pelo público (e pelo Google). Minha missão é garantir que a estrutura digital e a estratégia de marketing da sua empresa gerem resultados escaláveis, sustentáveis e lucrativos.