A FM Logistic do Brasil estima um crescimento de 20% em sua operação de Páscoa em 2026, com a movimentação de aproximadamente 12 milhões de itens, incluindo ovos de chocolate, barras, bombons e kits sazonais destinados ao varejo em todo o país.
Considerada uma das operações mais desafiadoras do calendário do varejo alimentar, a Páscoa exige alto nível de planejamento e capacidade de execução em um curto intervalo de tempo. Para atender à demanda adicional, a companhia prevê a contratação de cerca de 150 profissionais temporários, que atuarão principalmente nas etapas de armazenagem, separação de pedidos e expedição.
“A Páscoa concentra grandes volumes em um período muito curto, o que exige planejamento antecipado, integração entre áreas e uma estrutura preparada para responder rapidamente ao aumento da demanda”, afirma Ronaldo Fernandes da Silva, presidente da operação brasileira da empresa.
O planejamento logístico da data começa com antecedência de até seis meses, envolvendo áreas como operações, tecnologia da informação, recursos humanos, transporte e gestão de estoques. O pico da operação ocorre entre janeiro e março, período em que os produtos chegam aos centros de distribuição e precisam ser rapidamente processados para abastecer supermercados, atacadistas e outros canais de venda em diferentes regiões do país.
Segundo o executivo, garantir disponibilidade nas gôndolas no momento certo é um dos principais desafios da operação. “É fundamental manter controle rigoroso de estoque, rastreabilidade e agilidade na distribuição”, destaca.
Para suportar as exigências específicas do setor, a empresa conta com uma área refrigerada superior a 10 mil metros quadrados, com temperaturas controladas entre 16°C e 22°C, adequada ao armazenamento de produtos de chocolate.
A forte sazonalidade da Páscoa também exige flexibilidade operacional. Em poucas semanas, é necessário expandir significativamente a capacidade logística para atender à demanda concentrada. Após o período, parte da estrutura é redirecionada para outras operações ao longo do ano, demandando estratégias eficientes de otimização de espaço e mão de obra.
Além dos tradicionais ovos de chocolate, a diversificação do portfólio — com barras, bombons e kits — amplia a complexidade da operação, especialmente na gestão de estoques e na separação de pedidos. Nos últimos anos, esse cenário se intensificou com a expansão dos canais de venda e a necessidade de maior precisão nas entregas.
Com a perspectiva de crescimento contínuo da data no Brasil, a Páscoa tende a se consolidar como um dos períodos mais críticos e estratégicos para a cadeia logística do setor de alimentos e chocolates.




